Existem dois tipos de amnésia. Quem me ensina é o Google. A anterógrada e a retrógada. Na primeira, a pessoa lembra de fatos acontecidos antes do “trauma”, mas esquece de eventos recentes. E a segunda é o inverso. Lembra-se dos eventos depois do “trauma”, mas esquece-se de tudo o que aconteceu no passado.
Algumas figuras públicas na Paraíba vem sofrendo dos dois tipos ao mesmo tempo. O mal parece ter atingido classe ligada ao governador José Maranhão, que ainda não entendeu que venceu as eleições para governador do Estado
Querem permanecer no governo como se nada tivesse acontecido. Nem antes nem depois do dia 31. É ser retrógado e anterógrado simultaneamente.
Primeiro é o pessoal da Defensoria Pública, que inventou uma eleição antecipada para que o novo Defensor Público Geral seja escolhido em lista tríplice por José Maranhão.
Depois veio a moda dos abaixos-assinados. Atuais dirigentes nomeados no governo Maranhão tentando a todo custo permanecer nos cargos, a exemplo do Coronel Rodrigues do Corpo de Bombeiros e do Dr. José Carlos, do Hospital de Trauma.
Tem até gente defendendo a permanência aberta de aliados da cozinha de Maranhão na composição do atual governo. É bom lembrar que competência não se ignora. Mas se renova. Ou seja, é claro que numa sociedade de política avançada os bons podem - e devem - ficar de governo pra governo.
Mas somente em casos em que não se encontrem pessoas tão capacitadas quanto. Quando acontece com dispensa de licitação por exclusividade de serviço, por exemplo. Não é o caso, no entanto.
Depois de tomar café em apoio à candidatura de José Maranhão, por exemplo, o trade turístico está querendo indicar o secretário de Turismo de Estado para Ricardo Coutinho. Um movimento capitaneado por figuras como Willis Leal e Tadeu Pinto.
O que foi que essa turma toda esqueceu? Esqueceu que a regra da disputa supõe governo para os vencedores e oposição para os derrotados? Esqueceu que a regra da vitória supõe governar com aliados? Mudança de governo?
Acho que me enganei. Não tem gente sofrendo de amnésia. É de loucura mesmo.
Luís Tôrres
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